16 de setembro de 2010

dissertação tardia

Há umas décadas Hitler lembrou-se que só os puros deviam viver, então siga da matar a seu bel-prazer tudo o que fugisse ao seu estereótipo de perfeição. Hoje temos um Hitler colectivo, um bocadinho de todos nós. Não matamos mas ferimos. Não matamos mas humilhamos. Não matamos fisicamente mas matamos socialmente. Hoje a sociedade esmaga os que fogem ao padrão dito normal. E sim, sem papas na língua, não me refiro aos pobres e desfavorecidos (que hoje em dia também se faz muito para os integrar) mas sim aos gordos e aos feios, à futilidade de aspectos como a magreza e a beleza tão sobrevalorizados num mundo cada vez mais de aparências. E é triste.

4 comentários:

Ana disse...

e a esse problema acrescenta-se o facto da sociedade se "fotocopiar"... acabamos por reproduzir os padrões, sobretudo se tentamos enquanto sociedade eliminar o que escapa à norma (ainda que esta seja meramente estatística e não associada a valor de facto).
felizmente, há "anormais" resistentes. =)

Anónimo disse...

Podes crer, boas palavras :)
Se toda agente pensasse assim o mundo seria muito melhor.

Mary Jane disse...

Felizmente existem pessoas sensíveis e sensatas como tu!

Filipa disse...

Como eu concordo ctg! :(