
As águas do rio de um lado. Uma ponte em tons de vermelho. A outra margem. Os edifícios do outro. O jardim das manhãs de domingo dos velhos tempos. Tudo em compasso acelerado. Imagens rasgadas pelo tempo. Cá dentro, um sem número de almas, going nowhere. A música embala os pensamentos cada vez menos inteligíveis. It's a mad world. As palavras não saem. Nunca saem. A nostalgia invade-me a mente. As saudades da velha rotina infectam-me a alma. E eu fico-me no limbo, entre o ontem e o amanhã, à espera de uma qualquer epifania que me devolva o pensamento coerente e as acções certeiras.
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