27 de dezembro de 2010

that's how much i love 2010

A entrada no ano não o fazia prever. Foi uma meia-noite agridoce, camuflando emoções e bloqueando acções. Passou-se janeiro, entre enganos e ilusões, num recomeço tardio mas cheio de força. The secret? Keep busy. Leituras compulsivas, maratonas cinematográficas e ipsis verbis, that's how i tried to get over it. O lema era: life is like riding a bicycle, in order to keep your balance you must keep moving. Veio fevereiro acompanhado de uma mão cheia de primeiras vezes. In order to keep busy, houve contagem decrescente, the week (que é como quem diz, a viagem a praga), e rescaldo. Chegou março e a maratona cinematográfica ganhou novas proporções. A mente ansiava por ocupação. Há pensamentos que deviam vir com o rótulo: atenção, prejudica gravemente a saúde. Salvou-se a maioridade e o bilhete para o david no coliseu. Abril. Uma reviravolta inesperada e muitas, muitas amêndoas, as always. As leituras continuaram, não tão compulsivas, a maratona cinematográfica foi trocada pelo tripleto areia-sol-mar e houve david, um grande david. Passou-se então abril, entre descobertas e redescobertas e com o lema de less is more. Veio maio. A descoberta intensificou-se e disse olá ao sushi, esse grande amor. O que durante tantos anos me fez levantar todos os dias às sete da manhã tinha esgotado o seu efeito. Era apenas cansaço e um único pedido: verão, take me away. Say hi to june. Com ele veio o prom, o tão aclamado verão (e atrelada, the real happiness) e o não há duas sem três. O tripleto manteve-se, as leituras não tão compulsivas e a maratona cinematográfica num ritmo saudável também. A terapia de desintoxicação tinha surtido efeito: bye bye bad dreams. Julho, que até podia ter sido um mês de muito trabalho e muito estudo mas que na verdade se passou num belo dolce fare niente. Houve sorte, muita sorte, que é como quem diz dinheiro e bilhetes a cair do céu (i love alive) e umas pautas jeitosas, o que significava duas grandes coisas: andanças e medicina praticamente garantidos. How about love (or something like that)? Stomach, meet butterflies. Houve gossip e skunk no alive, houve o início dos countless lovers under cover of the street, houve um turbilhão de emoções e um desbloqueio de acções. Foi o karma, para compensar meses como janeiro. (There is no way to happiness, happiness is the way.) Houve decisões, grandes e certeiras decisões: fml, here i go. Chegou agosto e a partir daqui foi sempre a subir. Um mês numa constante overdose de felicidade. Houve (an)danças (qualquer coisa de inexplicável relativamente à qual só consigo dizer take me down to the paradise city), prazeres alentejanos (cujo título podia ser da incredulidade) e um bando de amiguinhos (the real ones) numas férias algarvias. Houve felicidade da boa, amores e desamores, segredos, tanta vida nova e emoções que lhe fizeram jus. Chega a vez de setembro, a grande mudança. Se agosto foi repleto de vida nova, setembro deu um novo significado ao conceito de vida, ao conceito de nova, e à junção dos dois. This is real, this is me, i'm exactly where i'm supposed to be. Veio outubro, que se esfumou num segundo. E pensando em outubro é impossível não ouvir a lady gaga na minha cabeça a gaguejar no pa-pa-party e as meninas do anúncio a perguntarem: há pessoas fantásticas não há? Novembro, o mês. Código: check. Rainy days. Mais pa-pa-party. As mesmas pessoas, cada vez mais aconchegadas no seu T0 algures aqui ♥. Houve, aqui sim, um verdadeiro turbilhão de emoções e muito jeitinho para lidar com ele. A new kind of happiness. And it feels so damn good. E cá estamos, em dezembro, with the same feelings. Em euforia pelo dia 24 e mantendo a tradição do pai natal. Com a lady no atlântico. Foi um mês de arriscar, de trocar o certo pelo incerto (i don't know about the future, that's all stuff and nonsense), de redescobrir-me.

A 4 dias do final do ano rendo-me ao cliché: que o pior de 2011 seja o melhor de 2010. (É, a fasquia está tão alta que cliché e impossibilidade parecem-me conceitos da mesma família.)

2 comentários:

MissBlueBuble disse...

É engraçado como em 12 meses podem acontecer "milhentas" coisas diferentes!

E viva o cliché: Um óptimo ano 2011. :)

Kikas disse...

adorei ler este teu texto :) um bom ano, rapariga!!