«Sou feliz quando estás aqui, e continuo feliz quando não estás.» (Homens, Dinheiro e Chocolate)
Parece um grande ensinamento e até o é, para quem anda um pouco (muito) às cegas na vida. Felizmente já estou familiarizada com isto. Em parte, sempre estive. Independência é o meu nome do meio (faca de dois gumes, como quase tudo). É errado procurarmos a nossa felicidade pura e simplesmente nos outros. Muitas (sim, mais as meninas) querem arranjar um namorado a toda a força porque pensam que esse é o Santo Graal da felicidade. Quando o têm passam para ele toda a responsabilidade de serem felizes ou não, a possibilidade de concretizarem os seus sonhos ou não, o privilégio de viverem ou apenas arrastarem o corpo por aí. Depois admiram-se que passado uns tempos ele fuja a sete pés. Os outros são apenas um bónus à nossa felicidade, a cereja no topo do bolo. E com isto não quero dizer que a nossa vida sem os outros seja perfeita. Como pessoas que somos não dispensamos relações de qualquer tipo. No entanto, a felicidade plena está em nós, nas nossas acções. Devemos ter relações sim, porque uma vida sem isso é bastante medíocre. Mas devemos aprender a pôr a nossa felicidade a salvo, a que ela dependa essencialmente de nós e não dos outros. E é por isto que me irrita assim um bocadinho a célebre história do ai não sei se vou à festa porque o meu amorzinho/amiga não vai. Sejam donos da vossa vida e não esperem pelos outros para serem felizes, para se sentirem realizados. Queres? Faz por isso.
9 comentários:
bravo! clap clap :)
Viver para os outros é uma posição muito indigna e pouco elogiosa do ser humano. Mas também há que ver que nós sem os outros não somos alguém, não conseguimos ter sucesso na vida "per si", somente para nós, porque o sucesso de alguma forma envolve reconhecimento alheio, e isso, quer admitam ou não, proporciona sempre felicidade. Eu acho que independência não se coaduna com o ser humano, em termos sociais. Já em termos emocionais, é preciso ter consciência e bom senso, e não relegar simples e cruamente a nossa felicidade para as mãos de outra pessoa, mas sim encontrar um meio-termo. Eu, por exemplo, sou dependente das pessoas importantes que fazem parte da minha vida, tenho um forte vínculo emocional com elas, (que pode não estar tão "exposto" mas está subentendido), mas não é por aí que me vou privar de certas coisas só porque elas não estão presentes ou assim. Mas também depende das circunstâncias e motivações. Há casos e casos, e muitas vezes as pessoas pegam em exemplos extremos para ilustrar essa tal dependência que não tem cabimento algum.
Compreendo o que dizes...
Não tenho namorado, claro que gostaria de ter (hehe), mas não pelas razãos que argumentaste primeiramente. Tenho alguns amigos sinceros, sou agarrada a eles, mas há muita coisa que faço sozinha: quero ir ver um filme, eles não podem, vou eu sozinha! Em relação a cinema, passear, compras, qualquer coisa...menos praia :P
Btw bom livro =)
Oh eu hei-de voltar a essa zona :)
e sim, sou de viseu. S.pedro de sul ainda é um "bocadinho" longe, não muito, só um bocadinho. Eu sou mesmo da cidade de viseu :) se passares por aqui, não te esqueças de me avisar *
É assim, eu não sei o nome da loja onde comprei a mala, mas quando passar por aquela rua, vejo o nome ahah. Tem uma mascara branca, como imagem da loja, é uma daquelas baratas, e nem sei se há por aí, mas deve haver.
O meu bronze fica sempre muito fraquinho, ahah.
Apoiado! Voto em ti... ;)
Por conseguinte, se não queres, não faças por isso :o)
Escreves mm bem :o)
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