
Ela diz-nos para fecharmos os olhos, unirmos as palmas das mãos em frente ao peito e andarmos pé ante pé, um à frente do outro. Eu desequilibro-me e continuo mantendo os olhos cerrados. Respiro fundo, concentro-me e dou mais um passo. Alguém me diz para ter cuidado quando já estou no limite. Finalmente podemos abrir os olhos e retornar ao nosso lugar. Eu estava a uns bons passos de onde julgava estar. É só uma aula de yoga. E, no entanto, é tão mais que isso. Sei que ando de olhos fechados, ao sabor do vento e conforme as marés. Sei que um dia vou atingir o limite. Sei que pode ser já amanhã ou daqui a um mês. Sei que vou bater com a cabeça nas paredes, cair e levantar-me. Been there, done that. Sei que tudo na vida tem um ponto final. Mas sou uma pessoa de momentos. De viver o presente. De não me contentar senão com a felicidade plena. E neste momento é isso que tenho. Mesmo que não me reconheça nas minhas acções. Mesmo que não me consiga explicar (ou talvez consiga: o tal cliché de há uma primeira vez para tudo). Reconheço-me na felicidade. Reconheço-me no sorriso. E reconheço-me nesta tentativa de me conhecer. So, don't ask. I can't explain.
(Três vivas para quem reconhecer a música, sem ir ver ao youtube, claro!)
3 comentários:
que fácil, eu reconheci logo pelo título, é a do hércules =D
Oh... o Limite é bom, desde que saibamos voltar a pousar os pés no chão.
HÉRCULES!
E tu TÃAAO sabes que é verdade que reconheci à primeira.
Testaste-me na minha cozinha, qnd estava a fazer crepes para ti =)
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